sábado, 4 de janeiro de 2014

"Despedida"

Floriada

Olha-me,
É silêncio de amor, que o tempo guarda e sente
Ouve-me, quando olho para ti,...
Na minha voz vive o vento, revoltado com a despedida, sou chão sem terra, seca desta utopia, anseio o toque da verdade, sim, da tua verdade escondida
Sente-me,
Quando a boca é um sorriso, a alma cala o interior que me esconde e morta por dentro, continuo viva, sonho, insisto em sonhar, mas a realidade são caminhos separados, esgotados de esperar
Não me abraces, que me perco num triste abandono, não me beijes, o corpo adormecido, está hoje congelado pela frieza da distância sem sentido, chora o nosso outono
(sem quimeras nem ternura, grita o teu nome)
Trago em mim, o coração desfeito
E nada, nada, nada, é caricia, sol, alegria no meu peito
Hás-de pensar em mim num breve dia
(mas tão longe amor, estarei dessa magia)
E serei sombra do passado, dor do teu presente
(saudade lado a lado)
Sim...é mesmo um adeus e rezo, bebo a esperança com coragem

Paula OZ

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