terça-feira, 6 de março de 2012

Uma parte de mim…

Traduzir-se

Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.

Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte -
será arte?

Ferreira Gullar

Meu amor

Mensagem, por Fernanda Montenegro

"Quantos sentimentos você escondeu ao longo do caminho"
"O tempo definitivamente não pára"

“É o detalhe que faz a diferença” 

Filipa Sottomayor

 

Filipa Sottomayor-3Filipa Sottomayor

Filipa de Sottomayor nasceu em Lisboa em 1968.
Autodidacta, desde 1998 produz obras – colagens com tinta acrílica – recorrendo a diversos materiais, que reagrupa contando uma história, contando o que lhe vai na alma.
Em 2007, após ter ganho grande visibilidade através de um site na Internet, http://rasgo.wordpress.com/ decide fazer a sua primeira exposição em Portugal. A partir de então dedica-se exclusivamente à criação artística.

Filipa Sottomayor-1

Filipa Sottomayor-2

segunda-feira, 5 de março de 2012

Escultoras de Beatriz Cunha

Biatriz Cunha-1Methatrope-Biatriz CunhaBiatriz Cunha-2

 

Beatriz Cunha nasceu em Lisboa em 1959.

De inicio escolheu o curso de História na Universidade Nova de Lisboa, numa tentativa de seguir a sua paixão pela arqueologia, mas, em seguida, o seu interesse deslocou-se para a criação de jóias e inscreveu-se no curso de Joalharia contemporânea do AR.CO.

Este foi o terreno eclético que de alguma forma definiu a base para os elementos que integram hoje o seu trabalho de escultura. Mais tarde, no decorrer de estudos independentes, desenvolveu a habilidade na manipulação de materiais e um leque de interesses diversos que vão da fotografia á cerâmica ou à gravura. Aprendeu a ver a arte como um processo contínuo de exploração e experimentação e a ver a educação artística como parte integrante da vida. Depois de alguns anos experimentando as técnicas de fundição de metais para produzir as suas obras, começou a usar também a pedra e a madeira, na criação de estruturas intelectualmente rigorosas que exigem disciplina e precisão técnica. As construções resultantes são aparentemente leves, fantasiosas e vitais, desenvolvendo linhas no espaço, parecendo à primeira vista orgânicas e semelhantes a frutos, plantas, vida marinha ou mais recentemente, órgãos internos, como o coração, são contudo, o resultado da sua percepção das relações subjectivas e subtis que se estabelecem entre fenómenos tão diversos como a fertilidade da natureza, a anatomia, a biologia, a música, os objectos de construção humana ou história da arte. A sua arte ocorre precisamente da intersecção do mecânico com o orgânico, construindo formas de vida a partir dos materiais de base. A falta de separação entre arte e vida é intencional e reflecte os seus ideais. A sua vida interior e exterior, tão consistentemente ligadas como as suas esculturas.

Fonte:

Sou a borboleta que despe o teu corpo de emoções …que o veste de canções...GV

Gracinda Candeias

Gracinda CandeiasDAMA DA NOITE Gracinda Candeias

Gracinda Candeias nasceu em Luanda (Angola) em 1947. Partiu para Lisboa aos 18 anos com o objectivo de realizar o Curso Geral de Pintura na Escola de Belas Artes do Porto. Entre 1972 e 1973 completou o curso complementar e Superior da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e o curso de Têxteis, na mesma Faculdade, com a coordenação de Ernesto de Melo e Castro. Foi Assistente na Sociedade Nacional de Belas Artes em 1973 e subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1984 e 1986/1987, a última em Paris. Dos projectos em que a pintora esteve envolvida até ao momento, destaca-se o sobre a Rainha Nzinga, resultado de uma pesquisa com base nos motivos antropomórficos das vestes da Rainha, com significados específicos. Deste projecto, resultaram diversas exposições em Portugal e estrangeiro, nomeadamente Cabo Verde e Angola. No âmbito da arte em espaços públicos, Gracinda Candeias é autora de diversos painéis de azulejo em estações do Metropolitano de Lisboa e do comboio na linha de Sintra.

Fonte: