segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Terço

Terço

Minha fé não sabe rezar

Minha alma sabe contemplar

A paz é divina

Luz é o que sinto

Com Deus nos meus labirintos

Gabriela Vitória

domingo, 21 de setembro de 2014

Palavras de Outono

 

 

 

 

 

 

 

Pelas ruas das palavras

Vai chegar o outono

Folhas que sobrevoam sobre

O meu caminhar

No meu regaço carrego todas

As palavras que vou plantar

Sem regresso! Amar…

Gabriela Vitória

Rebelde é o meu corpo

Rebelde é o meu corpo
quando tua nuca fica febril nos meus lábios
Rebelde são meus pensamentos
imaginando
carinhosamente
quando não estás.
Gabriela Vitória

Rebelde

domingo, 7 de setembro de 2014

 

Pomba Solitária

Esta noite choveu muito
Nas pedras da minha rua
Depois vi nelas a sombra
Que me parecia ser a tua
Esperei que subisses as escadas
Mas teus passos não ouvi
Lá fora nas pedras molhadas
Pareciam chorar chorar por ti
Não pisaste mais as pedras
As pedras da rua
Hoje piso-as sem saber
Se ainda sou tua
Eu e elas não te vemos
Meu amor há mais de um mês
Volta amor volta a pisar
Estas pedras outra vez
O candeeiro da esquina
E até mesmo a luz da lua
Não viram mais tua sombra
Nas pedras da minha rua
Quando chove como hoje
E as pedras estão a brilhar
Eu vejo os meus olhos nelas
Já tão cansados de tanto esperar
Não pisaste mais as pedras
As pedras da rua
Hoje piso-as sem saber
Se ainda sou tua
Eu e elas não te vemos
Meu amor há mais de um mês
Volta amor volta a pisar
Estas pedras outra vez
Eu e elas não te vemos
Meu amor há mais de um mês
Volta amor volta a pisar
Estas pedras outra vez
EDUARDO DAMAS / MANUEL PAIÃO

https://www.youtube.com/watch?v=tBBSXytoNUw

 

Talvez

TALVEZ DIGAS UM DIA O QUE ME QUERES,
TALVEZ NÃO QUEIRAS AFINAL DIZÊ-LO,
TALVEZ PASSES A MÃO NO MEU CABELO,
TALVEZ NÃO PENSE EM TI TALVEZ ME ESPERES.
TALVEZ, SENDO ISTO ASSIM, FOSSE MELHOR
FALHAR-SE O NOSSO ENCONTRO POR UM TRIZ,
TALVEZ NÃO ME AFAGASSES COMO EU QUIS,
TALVEZ NÃO NOS SOUBÉSSEMOS DE COR.
MAS NÃO SEI BEM, RESPOSTAS NÃO MAS DÊS.
VIVO SÓ DE MURMÚRIOS REPETIDOS,
DE ENGANOS DE ALMA E FOME DOS SENTIDOS,
TALVEZ SEJA CRUEL, TALVEZ, TALVEZ.
SE NADA DÁS, PORÉM, NADA TE DOU
NESTE VAIVÉM QUE SEMPRE NOS SUSTENTA,
E SE A PRÓPRIA SAUDADE NOS INVENTA,
NÃO SEI TALVEZ QUEM ÉS MAS SEI QUEM SOU.

VASCO GRAÇA MOURA / MÁRIO PACHECO

https://www.youtube.com/watch?v=n0jWIAB2gE8