domingo, 18 de março de 2018

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Se você quer ser minha namorada
Ai, que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho
De falar devagarzinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porquê
Porém, se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada

Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos têm que ser só dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.

Vinicius de Moraes

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.
O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.
Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende!

Cora Coralina

sábado, 3 de março de 2018

https://drive.google.com/file/d/0B9pry-mSktHvX3N0am1GVHBQSFE/view


As Memórias de Marnie

Memórias de Marnie

Título original:
Omoide no Mânî
De:
Hiromasa Yonebayashi
Com:
Sara Takatsuki (Voz), Kasumi Arimura (Voz), Nanako Matsushima (Voz)
Género:
Drama, Animação
Classificação:
M/12
Outros dados:
JAP, 2014, Cores, 103 min.
Links:
Site Oficial

Anna, de 12 anos, vive em Sapporo (Japão) com os pais adoptivos. A relação entre os três é distante, o que faz de Anna uma menina insegura e muito introvertida. Um dia, por razões de saúde, é enviada para passar o Verão numa pequena aldeia perto da praia, em casa de uns parentes. Lá, durante um dos seus passeios solitários, descobre uma mansão aparentemente abandonada, mas estranhamente familiar, onde vive uma rapariga da sua idade chamada Marnie. Ao conhecerem-se, um elo inexplicável surge entre elas e Marnie acaba por se tornar a sua primeira grande amiga. Mas a descoberta desta amizade vai trazer revelações que transformarão a vida de Anna para sempre...

Com realização do japonês Hiromasa Yonebayashi ("O Mundo Secreto de Arrietty"), um filme de animação que se baseia na novela "When Marnie Was There" do escritor inglês Joan G.Robinson (1910-1988).

http://cinecartaz.publico.pt/Filme/358826_memorias-de-marnie


https://www.youtube.com/watch?v=L9kANp5PK84

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Gosto quando me falas de ti

Richard S. Johnson

Gosto quando me falas de ti e te vou percorrendo

e vou descortinando a tua vida na paisagem sem nuvens,

cenário dos meus desejos tranquilos.
Gosto quando me falas de ti e então percebo

que antes mesmo de chegar, me adivinhas,

que ninguém te tocou, senão o vento

que não deixa vestígios, e se vai

desfeito em carícias vãs…
Gosto quando me falas de ti quando aos poucos a luz

vasculha todos os cantos de sombra, e eu só te encontro

e te reencontro em teus lábios, apenas pintados,

maduros,

mas nunca mordidos antes da minha audácia.
Gosto quando me falas de ti e muito mais adiantas

em teus olhos descampados, sem emboscadas,

e acenas a tua alma, sem dobras, como um lençol

distendido,
e descortino o teu destino, como um caminho certo, cuja

primeira curva

foi o nosso encontro.
Gosto quando me falas de ti porque percebo que te desnudas

como uma criança, sem maldade,

e que eu cheguei justamente para acordar tua vida

que se desenrola inútil como um novelo

que nos cai no chão…

J.G. de Araújo Jorge




domingo, 10 de dezembro de 2017

Viver é não Saber que se Vive

Ponho-me, às vezes, a olhar para o espelho e a examinar-me, feição por feição: os olhos, a boca, o modelado da fronte, a curva das pálpebras, a linha da face... E esta amálgama grosseira e feia, grotesca e miserável, saberia fazer versos? Ah, não! Existe outra coisa... mas o quê? Afinal, para que pensar? Viver é não saber que se vive. Procurar o sentido da vida, sem mesmo saber se algum sentido tem, é tarefa de poetas e de neurasténicos. Só uma visão de conjunto pode aproximar-se da verdade. Examinar em detalhe é criar novos detalhes. Por debaixo da cor está o desenho firme e só se encontra o que se não procura. Porque me não esqueço eu de viver... para viver?


Florbela Espanca