domingo, 12 de fevereiro de 2012

QUERIA....


MARA LIGHT -3

Queria a delicadeza e a suavidade
das palavras ainda por dizer
... Queria a alvura das vagas
quando no mar se agitam
e levantam
Queria que o meu coração
me descrevesse
sem nem sequer precisar me ler
Queria que a lua surgisse
sem eu a pedir
sem que eu a quisesse
ou desejasse
e em mim pernoitasse
até que de novo amanhecesse
Queria que o meu corpo sentisse
o silêncio das verdades infinitas
e fosse balança de equilibrio
entre as vitórias e as desditas
Queria simplesmente navegar
entre o meu juízo e a minha loucura
e sempre que precisasse
pudesse em ti ter um porto de abrigo
que me abarcasse
e me serenasse
de todo e qualquer perigo
e calasse toda a suposta amargura
Queria apenas ter no corpo
o teu desassossego
Fazer-me ponte por dentro
dos teus desejos
e serená-los com beijos
Queria poder adormecer
na serenidade do remanso
do teu corpo já ele adormecido
e no meu ser o castigo
por tanto a ti me ter entregue
Queria ser a lágrima que se bebe
porque se morre de sede
deserto pedindo oásis
noite pedindo luz
Corpo que a ti se insinua
verdade semi-nua
luz que clareia e seduz
São Reis

Imagem de MARA LIGHT

NO SILÊNCIO DA VERDADE

ANDREI MARKIN-9

Oh meu amor
se eu tivesse a delicadeza
dos gestos acabados de nascer
... a pureza das palavras
que ainda não foram ditas
nem escritas
e nem pensadas
Oh meu amor
se eu fosse transparente
e em mim coerência
fosse uma constante
Oh meu amor
se eu fosse estrela errante
perdida nesse céu
Querer-me-ias tanto
como te quero eu?
E se eu fosse apenas trilho
sem luz nem brilho
saberias em mim te perder
e na minha escuridão te encontrar?
Perderias o medo
se minha boca achasses
se os meus lábios a ti
se entreabrissem
e tu te sentisses sorrir por dentro?
Oh meu amor
Pudesse eu ser lua e firmamento
ser luar e vento
brincando com os teus cabelos
pudessem meus sentimentos
ser novelos
que tu suavemente desembaraçasses
Pudesse eu ser nuvem
que tu alcançasses
e em mim te perdesses
e jamais te achasses
Pudesse eu ser
quem tu chamasses
todos os dias da tua vida
e eu de ti jamais me apartaria...
São Reis

Imagem de ANDREI MARKIN

Amor...

Edward John Poynte-3

Amor...

Sentimento esse, tão perfeito e tão complexo!

Sorte de quem já o experimentou...

Alegria de quem já o compartilhou...

Tristeza de quem o perdeu...

Mas um recomeço é sempre possível...

E mais um... e mais um...

Até encontrar o definitivo, o mais intenso e o mais verdadeiro!

Quando isso acontecer, seja tudo...

Poesia, sedução, alegria, companhia, parceria, etc... etc... etc...

(Naluh Jansen)

Imagem de Edward John Poynte

Teço o nosso amor

Zhong Yang Huang-5

Teço o nosso amor

Adormeces no meu colo,
beijo-te o rosto,
acaricio-te com a suavidade das minhas mãos

Carrego contigo nos meus braços…sentindo o teu abraço
levo-te para o nosso vale de linho dourado
e aconchego-te com a nossa manta de corações apaixonados…

Olho-te com amor…acaricio e beijo o teu dormir

Deito-me a teu lado, encosto o meu corpo no teu
abraço-te de felicidade.
Sinto o teu calor e adormeço em ti amor…

Gabriela Vitória

Imagem de Zhong Yang Huang

A sensualidade das vozes...o calor das teus lábios…a troca dos nossos olhas …só quero te amar…poetas para quê!…se nós somos a poesia…GV

“Depois de ter você
Pra que querer saber
Que horas são?

Se é noite ou faz calor
Se estamos no verão
Se o sol virá ou não
Ou pra que é que serve
Uma canção como esta?”

ASAS NASCENDO EM NÓS

 

Steven Kenny, (8)

Asas que despontam
que nos levam a voar
o amor nos dá asas
e nos leva a levitar....
Asas que nascem em nós
nos impulsionando á Liberdade
e vamos desatando os nós
nos enchendo de coragem....
Asas da plenitude
na maturidade do viver
são as asas da juventude
trazendo tanto poder....
Asas do sublime amor
que despontam com luz
encantam os nossos olhos
nos envolve e nos seduz
Quando o amor chega
e nos coloca em brasas
é nesta hora que surgem
o poder de nossas asas....
Que venham as asas do amor
pairando sobre o coração
com delicadeza e explendor
na força de uma paixão......

Lucineia Magri

Imagem de Steven Kenny

sábado, 11 de fevereiro de 2012

As cores de Luiza Caetano

 

               

 

                                                                                                                                      Luiza Caetano-1 

Tela de Luiza Caetano

Luiza Caetano

Natural da Venda do Pinheiro - Mafra - Portugal e galardoada com vários 1ºs.prémios e Menções Honrosas em Portugal e no estrangeiro esta pintora está representada em vários países, tendo realizado mais de uma dezena de exposições individuais,e cerca de uma centena de colectivas em portugal e no estrangeiro, nomeadamente, EUA, África, Brasil, Turkia, Suissa, França, Espanha, Belgica, Alemanha, Eslovénia, Bratislava, Itália e Israel entre outros. foi considerada pelo crítico de arte italiano, António Malmo uma das pintoras mais fiéis à autenticidade da pintura naif mundial. . Também o crítico de arte brasileiro Óscar de Ambrósio tece a obra desta artista rasgados elogios, mencionando-a no seu site. Mariza Campos da Paz inscreveu-a como Poeta dos Pincéis utilizando a célebre frase de Jorge Amado. Mereceu de um dos mais insígnes críticos fr Arte portugueses Edgardo Xavier o destaque de ser considerada uma das pintoras mais realistas e emotivas contemporãneas.

O interesse que Luiza Caetano sempre sentiu pelas artes plásticas desembocou na criação pictórica em 1988. Data da primeira mostra dos seus trabalhos na Galeria de Arte do Casino Estoril, onde tem continuado a expor com regularidade, nomeadamente com participações em todos os salões Naïf, o estilo que a define.

Destacando-se como uma artista de primeiro plano, sua obra está em Arte Permanente em várias galerias, nomeadamente na conceituada Gina`s Galeria em Telavive, estando igualmente representada em colecções particulares e oficiais como a Colecção da Epal do Museu da Água, no MIAN do Brasil, Centro Galileo de Madrid onde foi premiada destacando-se a vasta bibliografia onde é mencionada. (Fonte)

 

 Luiza Caetano -3

Tela de Luiza Caetano

"Relógio  do  tempo"
Tenho um relógio em cada gesto
marcando o tempo e a eternidade.
...Não!
não tenho data nem idade.
Sou apenas contemporânea
deste momento e a verdade
é que já fui rainha de cada instante,
fui amante do vento e irmã renegada
duma revolução em espera,
talvez,
capa de calendário
de alguma Primavera.
Ah!
mas nem o vinho regressa
á boca onde foi festa,
nem a água dos rios a seus leito
Luiza Caetano

                          Luisa CaitanoTela "Pôr do sol em África" Autora Luiza Caetano